Trabalhar três horas a mais além do normal expõe as pessoas a um risco 60% maior de desenvolver problemas cardíacos, segundo um estudo publicado pelo European Heart Journal. Segundo a pesquisa, uma jornada de trabalho normal gira em torno de 7 a 8 horas diárias.
Um total de 6.014 trabalhadores londrinos com idades entre 39 e 61 anos (4.262 homens e 1.752 mulheres) e sem histórico de doenças cardíacas foram acompanhados durante 11 anos em média como parte de um amplo estudo batizado "Whitehall II".
Durante o período de acompanhamento, 369 dos voluntários morreram de problemas cardíacos, tiveram um acidente cardíaco não fatal ou uma angina de peito (uma dor ou desconforto na região toráxica).
Segundo a autora do estudo, Marianna Virtanen, da University College of London e do Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional de Helsinque, os problemas cardíacos relacionados a longas horas de trabalho são independentes de outros fatores de risco associados, como o tabaco, o excesso de peso ou a taxa elevada de colesterol.
De acordo com o estudo, os mais atingidos são homens, em geral mais jovens do que a média e que ocupam postos de trabalho de maior responsabilidade.
Contudo, os pesquisadores ainda não descobriram as causas que justificam a relação entre os problemas no coração decorrentes das horas excessivas de trabalho. Uma pista pode ser que o trabalho adicional afetaria o metabolismo ou encobriria os estados depressivos, de ansiedade ou de falta de sono.
O fato de os empregados trabalharem mesmo quando estão doentes, ignorando sintomas e sem consultas de um médico, pode igualmente estar entre as causas do problema.
No entanto, as pessoas que gostam de seu trabalho e têm tendência a trabalhar mais simplesmente pelo prazer, poderão sofrer um risco menor de enfermidade cardíaca.
Marianna avalia várias possibilidades, como costumes de vida pouco saudáveis e fatores de risco mais extensos entre as pessoas que trabalham em excesso.
- Outra possibilidade é que o estresse crônico (geralmente associado às longas horas de trabalho) afete o organismo.
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12 de mai. de 2010
8 de dez. de 2009
Doença típica do Verão causa corrida a hospitais
Para todas as mães:
Sempre que vamos ao hospital passando mal, os médicos dizem que é uma virose....???
Segue reportagem realizada no hospital que trabalho, explicando a diferença do vírus de inverno e de verão
Boa leitura
O Verão começa oficialmente no dia 21 de dezembro, mas as infecções por enterovírus, típicas da estação mais quente do ano, já fazem vítimas. “O vírus está em circulação há duas semanas. A semana passada foi ainda pior”, disse o pediatra Tadeu Fernando Fernandes. No Pronto-Socorro Infantil (PSI) do Hospital e Maternidade Celso Pierro, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), a demanda aumentou cerca de 20% devido aos casos de virose. A unidade atende em média 80 crianças por dia. “Só no plantão de ontem (anteontem) pelo menos três crianças tomaram soro em decorrência de infecção por enterovírus. Outros procuraram o serviço com o mesmo quadro, mas não precisaram do soro”, disse o médico e professor da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas José Espin Neto. Ele explicou que o quadro predominante é de febre seguida de vômitos e diarreia, e que o principal cuidado é evitar a desidratação. As infecções por enterovírus atingem pessoas de todas as idades, especialmente crianças, que também têm mais riscos de desidratação. “É importante que os pais, antes de procurar ajuda médica, façam a reidratação das crianças”, disse Espin Neto. Ele orientou que o ideal é oferecer soro gelado em quantidades fracionadas. A injeção para cortar vômito só pode ser aplicada com recomendação médica. Fernandes lembrou que o enterovírus é típico do Verão, ao contrário do rotavírus, característico do Inverno e contra o qual há vacina na rede pública. Segundo ele, o enterovírus é autolimitado, se cura em quatro ou cinco dias. “O básico é evitar a desidratação. A sobrecarga calórica, especialmente leite, só agrava o quadro. Nesses casos, é preciso reduzir a ingestão de lactose, que provoca vômito.” A prevenção é a mesma para evitar transmissão de qualquer vírus: reforço nas práticas de higiene, especialmente a lavagem frequente das mãos e o não compartilhamento de copos, pratos e talheres de pessoas acometidas. “Também é recomendável não levar as crianças à creche se apresentarem os sintomas, para evitar a transmissão”, orientou Fernandes. “E as mães e monitoras que trocam as crianças precisam lavar muito bem as mãos e passar álcool gel, porque na troca ocorre contaminação.”
Fonte: Correio Popular
Sempre que vamos ao hospital passando mal, os médicos dizem que é uma virose....???
Segue reportagem realizada no hospital que trabalho, explicando a diferença do vírus de inverno e de verão
Boa leitura
O Verão começa oficialmente no dia 21 de dezembro, mas as infecções por enterovírus, típicas da estação mais quente do ano, já fazem vítimas. “O vírus está em circulação há duas semanas. A semana passada foi ainda pior”, disse o pediatra Tadeu Fernando Fernandes. No Pronto-Socorro Infantil (PSI) do Hospital e Maternidade Celso Pierro, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), a demanda aumentou cerca de 20% devido aos casos de virose. A unidade atende em média 80 crianças por dia. “Só no plantão de ontem (anteontem) pelo menos três crianças tomaram soro em decorrência de infecção por enterovírus. Outros procuraram o serviço com o mesmo quadro, mas não precisaram do soro”, disse o médico e professor da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas José Espin Neto. Ele explicou que o quadro predominante é de febre seguida de vômitos e diarreia, e que o principal cuidado é evitar a desidratação. As infecções por enterovírus atingem pessoas de todas as idades, especialmente crianças, que também têm mais riscos de desidratação. “É importante que os pais, antes de procurar ajuda médica, façam a reidratação das crianças”, disse Espin Neto. Ele orientou que o ideal é oferecer soro gelado em quantidades fracionadas. A injeção para cortar vômito só pode ser aplicada com recomendação médica. Fernandes lembrou que o enterovírus é típico do Verão, ao contrário do rotavírus, característico do Inverno e contra o qual há vacina na rede pública. Segundo ele, o enterovírus é autolimitado, se cura em quatro ou cinco dias. “O básico é evitar a desidratação. A sobrecarga calórica, especialmente leite, só agrava o quadro. Nesses casos, é preciso reduzir a ingestão de lactose, que provoca vômito.” A prevenção é a mesma para evitar transmissão de qualquer vírus: reforço nas práticas de higiene, especialmente a lavagem frequente das mãos e o não compartilhamento de copos, pratos e talheres de pessoas acometidas. “Também é recomendável não levar as crianças à creche se apresentarem os sintomas, para evitar a transmissão”, orientou Fernandes. “E as mães e monitoras que trocam as crianças precisam lavar muito bem as mãos e passar álcool gel, porque na troca ocorre contaminação.”
Fonte: Correio Popular
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