8 de dez de 2009

Doença típica do Verão causa corrida a hospitais

Para todas as mães:
Sempre que vamos ao hospital passando mal, os médicos dizem que é uma virose....???
Segue reportagem realizada no hospital  que trabalho, explicando a diferença do vírus de inverno e de verão
Boa leitura


O Verão começa oficialmente no dia 21 de dezembro, mas as infecções por enterovírus, típicas da estação mais quente do ano, já fazem vítimas. “O vírus está em circulação há duas semanas. A semana passada foi ainda pior”, disse o pediatra Tadeu Fernando Fernandes. No Pronto-Socorro Infantil (PSI) do Hospital e Maternidade Celso Pierro, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), a demanda aumentou cerca de 20% devido aos casos de virose. A unidade atende em média 80 crianças por dia. “Só no plantão de ontem (anteontem) pelo menos três crianças tomaram soro em decorrência de infecção por enterovírus. Outros procuraram o serviço com o mesmo quadro, mas não precisaram do soro”, disse o médico e professor da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas José Espin Neto. Ele explicou que o quadro predominante é de febre seguida de vômitos e diarreia, e que o principal cuidado é evitar a desidratação. As infecções por enterovírus atingem pessoas de todas as idades, especialmente crianças, que também têm mais riscos de desidratação. “É importante que os pais, antes de procurar ajuda médica, façam a reidratação das crianças”, disse Espin Neto. Ele orientou que o ideal é oferecer soro gelado em quantidades fracionadas. A injeção para cortar vômito só pode ser aplicada com recomendação médica. Fernandes lembrou que o enterovírus é típico do Verão, ao contrário do rotavírus, característico do Inverno e contra o qual há vacina na rede pública. Segundo ele, o enterovírus é autolimitado, se cura em quatro ou cinco dias. “O básico é evitar a desidratação. A sobrecarga calórica, especialmente leite, só agrava o quadro. Nesses casos, é preciso reduzir a ingestão de lactose, que provoca vômito.” A prevenção é a mesma para evitar transmissão de qualquer vírus: reforço nas práticas de higiene, especialmente a lavagem frequente das mãos e o não compartilhamento de copos, pratos e talheres de pessoas acometidas. “Também é recomendável não levar as crianças à creche se apresentarem os sintomas, para evitar a transmissão”, orientou Fernandes. “E as mães e monitoras que trocam as crianças precisam lavar muito bem as mãos e passar álcool gel, porque na troca ocorre contaminação.”





Fonte: Correio Popular

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